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Notícias Gerais

10/05/2016 | 09h37

Pesquisa aponta que 9 em cada 10 pacientes com câncer têm rotina afetada por dor crônica

Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), 600 mil novos casos da doença serão diagnosticados no Brasil apenas em 2016 e, destes, 60% já estarão em estado avançado da doença.

A pesquisa também revelou que pacientes com câncer exigem tratamento de alta complexidade e 50% a 70% deles sofrem com dor crônica. Um levantamento online recente, feito pelo Instituto Oncoguia em parceria com a farmacêutica Mundipharma, apontou que a dor crônica afetou a disposição de 89% dos pacientes oncológicos, fazendo com que eles passassem mais tempo em casa. O impacto dos problemas causados pela condição já é discutido por especialistas.

“A dor é um sintoma extremamente comum em quadros de câncer, no entanto, isso não significa que faça parte do tratamento da doença, como mais da metade dos pacientes entrevistados (54,4%) acredita. A maioria não fala sobre dor com seu oncologista e sofre em silêncio desnecessariamente já que é possível investir no manejo da dor para alcançar uma melhora significativa da qualidade de vida. Por isso, é fundamental desconstruir mitos relacionados ao tema e buscar uma equipe multidisciplinar para que o paciente com dor crônica tenha apoio tanto medicamentoso quanto psicossocial”, ressalta a médica Sandra Caires, membro da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) e diretora titular do Departamento de Dor e Responsável pelo Serviço de Cuidados Paliativos do A.C. Camargo Cancer Center.

A pesquisa também apontou que mais de 80% relataram que a dor afetou o desempenho no trabalho, muitas vezes levando à perda do emprego. Quando questionados sobre qual palavra descreveria melhor a convivência com esse sintoma os resultados foram: desânimo (40,4%), angústia (35,6%) e desespero (17,5%). Além disso, 52% entrevistados atribuem à persistência da dor o surgimento de outros problemas de saúde como depressão, ansiedade e aumento de doenças crônica e obesidade.

Quanto às alternativas de tratamento para dor crônica, a Organização Mundial de Saúde (OMS) indica o uso de opioides como opção para casos de dor moderada e forte[3], de acordo com as escalas de mensuração estabelecidas globalmente. Segundo organizações internacionais, o Brasil está entre os 10 países com menor prescrição no mundo: “A análise de consumo de opioides faz parte, inclusive, dos critérios de Índice de Desenvolvimento Humano e é preocupante ainda termos tantas barreiras para o tratamento adequado da dor no país. Enquanto levantamentos internacionais apontam que a taxa ideal seria de 192,9 mg ao ano por pessoa, no Brasil temos apenas 7,8mg ao ano – 25 vezes a menos[4]”, explica a médica.

Ainda de acordo com o levantamento, 54% dos pacientes com câncer que sofrem de dor crônica necessita do Sistema Único de Saúde (SUS) para seu tratamento. A especialista destaca que sociedade médica, pacientes e familiares aguardam parecer do Ministério da Saúde sobre a revisão do documento que padroniza o tratamento da dor crônica na rede pública – o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). Entre fevereiro e março, foi realizada uma consulta pública que possibilitou o envio de sugestões para ampliar o acesso a diversos tipos de opioides, como a oxicodona, um medicamento da classe dos opioides com eficácia comprovada para o tratamento de dores decorrentes de doenças como câncer.

“Estamos esperançosos que com a união de esforços da sociedade médica, associações de pacientes e poder público a dor crônica possa ser cada vez mais discutida e que seu tratamento possa ser ampliado, de forma a proporcionar melhor qualidade de vida à milhares de pessoas que ainda sofrem com dor hoje no Brasil”, comenta.